sábado, 10 de março de 2012

Meus motivos.

O problema não é quando você ama alguém, o problema é quando você quer amar esse alguém.
Nossos desejos são que nos destroem, nossa mente se firma em idéias que podem não ser o melhor para nós. 
Algumas vezes, esforçamo-nos para lembrar dos bons momentos ao invés de lembrar das razões por que um relacionamento chegou ao fim.
A pessoa certa pode estar por ai vagando até o momento certo para te encontrar, mas você esta ocupado demais tentando manter na sua vida alguém que nada tem a ver com ela. Alguém que não vai ser feliz ao seu lado e nem te fazer feliz, alguém que pode empatar sua vida e atrapalhar a aproximação dessa pessoa que provavelmente Deus ainda não te deu, por você não estar pronto(a) para ela.
Desejos do coração.
Nem sempre esse desejo que você alimenta é o certo ou o bom para você.
Então o melhor a fazer é deixar rolar, não forçar a barra, não sair por ai ficando com qualquer pessoa torcendo para que ela tenha algo em comum com você. Por que a pessoa certa, pode, muito certamente, não ter nada em comum, mas simplesmente não sair da sua vida por nada.
E essa sensação de vazio não vai ser preenchida por qualquer pessoa. Ter uma companhia ou alguém para beijar ou ter certas intimidades não vai resolver o seu problema que é encontrar aquela pessoa por quem você sabe que pode dedicar a vida, aquela pessoa que vai cuidar de você e de quem você vai querer cuidar. Aquela pessoa que mesmo envelhecendo ao seu lado ainda te olha como se fosse a pessoa mais bela do mundo!
Se isso existe, é isso que quero para mim. Então anulo meus desejos e abro mão dos pensamentos teimosos que me levavam sempre para o caminho da "perda de tempo".
Antes só, do que mal acompanhado.... ;) 
Pamf

terça-feira, 6 de março de 2012

No começo - romance

  Nem idade para saber o que era namoro eu tinha, mas podia sentir meu coração acelerar quando ele chegava. Meu pai tinha em frente de casa uma loja de moveis usados e ele era seu ajudante, filho de seu melhor amigo, Francisco.
Eu acordava cedo todas as manhãs e ajudava minha mãe a por a mesa do café por que era habito ele chegar cedo e antes de começarem a por os móveis para fora, tomarem cafe´na nossa cozinha. Meu pai o tratava como filho e podia ver sem duvidas o quanto se orgulhava dele. Miguel era um pouco mais velho do que eu, tinha apenas quinze anos e eu quatorze, era um jovem robusto, de tanto carregar móveis pesados e antigos, seus braços eram fortes, tinha as costas largas e era alto. O que mais me chamava a atenção nele, eram seus olhos. Cor de mel, um castanho claro que as vezes parecia amarelo, dependendo do seu estado de humor ou da luz do sol, e seu olhar era penetrante, quando falava conosco, Miguel encarava de uma forma tão inquisidora que eu não conseguia sustentar seu olhar, sempre baixava meus olhos para o chão, timida.
 Ele sabia que eu sonhava com ele, eu nunca fui boa em disfarçar, por isso escondia de mim seus namoricos, embora eu sempre ficasse sabendo. Eramos amigos, riamos muito juntos na loja, ele costumava me acompanhar até o colegio a pedido do meu pai e conversavamos sobre muitas coisas. Chegou a um ponto que só de me olhar ele sabia que não era um bom dia no mês para brincar comigo, ou se eu estava animada para jogar baralho. Eu já não sabia viver sem ele.
 Tudo ia muito bem, até um dia em que resolvemos assistir a um filme no cinema juntos. Ele me ouviu comentar sobre o filme com minha mãe e disse querer assistir também, então meu pai permitiu que fossemos. Entramos cedo na sala do cinema, as pessoas transitavam procurando lugares bons, algumas iam comprar pipoca ou refrigerante, Miguel foi buscar para nós um saco de pipocas e trouxe duas latas de refrigerante, sentando ao meu lado perguntou.
_Podemos tomar sorvete depois do cinema, o que acha?
Assenti com a cabeça, otima ideia, quanto mais tempo pudesse ficar com ele, melhor. Pensava se meu pai percebia meus sentimentos e fingia não saber, ou se ignorava o fato de eu desejar ser mais que amiga de Miguel. E eu senti que ele queria dizer algo mais.
_O que... - ele começou sem jeito, hesitou, mas continuou. - Lis, o que acha da gente namorar?
Meu coração disparou, senti as pernas bambearem, ele estava segurando o saco de pipocas e uma das latinhas me olhando na expectativa e eu sabia que estava com cara de louca encarando-o. Então ele suspirou e mordeu o labio inferior, ainda me olhando daquele jeito no fundo dos olhos.
_E então? Será que me enganei? Não acha uma boa idéia?
_Miguel eu... - não sabia o que dizer, estava exultante, mas não esperava isso. - nem sei o que dizer.
Então ele sorriu, meio maroto, pos a lata no chão e depois de secar a mão na camiseta, passou-a no meu rosto e eu tremia muito naquele instante.
_Diz que sim, então.
Sorri.
Balancei a cabeça positivamente e vi seus labios aproximando-se dos meus, pensando que nem beijar eu sabia ainda, mas ele apenas tocou de leve minha boca num selo e pegou a lata no chão, ajeitou-se e colocou o saco de pipocas entre nós dois.
O filme começou..

Meu Amor

A gente sofre, sente dores, saudade, arrependimentos, mas nenhum pesar é grande comparado aos pesares de uma mãe. Se um corte no próprio dedo dói, um corte no dedo do filho é ainda pior. Se sentir saudade de alguém é ruim, saber que um filho esta sentindo saudades é muito pior. Acho que é um sentimento inexplicável, pois antes de ser mãe eu não compreendia, e hoje afirmo com toda certeza, que até sentir dores de parto, ou dor por ver um filho sofrer de dor, é muito melhor do que a dor de não tê-lo por perto. 
Não há nada mais gostoso do que a festa que ele faz quando chego do trabalho. Nenhum sorriso enche mais meu coração de alegria. Ouvir ele chamar "Mamãe", é simplesmente magnifico.
Passei por uma experiência nesse começo de ano, primeiro ano de escolinha do meu filho. Pensei que seria facil, ele é uma criança comunicativa, facil de lidar, acostumado a ficar longe de mim, mas não... nos primeiros dias de aula, com o primo junto até ficou bem, mas qdo o primo mudou de colegio, foi um desespero. Primeiro, acordá-lo cedo, não estava acostumado, mais um motivo que me incentivou a colocá-lo desde cedo na escolinha, só eu sei o quanto sofro até hoje para acordar cedo pro trabalho, quero que ele seja diferente. Ao chegar na escolinha e ver as crianças chorando, abriu a boca para chorar também. No segundo dia fechei a porta da sala e me virei para olhar, me deparando com a triste cena dele sentado no chao, chorando, abraçando a mochila pedindo que eu o levasse embora. Naquele dia, tive que parar o carro no meio do caminho para o serviço e chorar também, o mais dificil era saber que no dia seguinte teria outra situação dessa para enfrentar e o dia todo no trabalho com o coração apertado. Mas muita oração, persistencia e coragem, hoje ele gosta de ir e alem de não chorar, anima os amiguinhos que estão chorando. 
É muito dificil criar um filho, esperar dia após dia ele crescer para saber que tipo de pessoa vai ser, e fazer o maximo para que seja um lutador, guerreiro forte, persistente, honesto, e todas as qualidades que sonho para ele. Essa batalha nós vencemos juntos, e com Deus venceremos as muitas que virão.